sábado, 23 de setembro de 2017

Se não cair, Temer será a Geni da eleição

Blog do Altamiro Borges

Se não cair, Temer será a Geni da eleição

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

São crescentes os sinais de que a campanha presidencial de 2018 terá fortes semelhanças com a de 1989, a primeira após o fim da ditadura. Uma delas será a presença de um presidente altamente impopular e rejeitado, contra o qual todos os candidatos vão atirar impiedosamente. A Geni da música de Chico Buarque. Assim foi com o então presidente José Sarney em 1989. Fernando Collor, que bateu mais, levou. Mas Temer, que não pode ir às ruas e nem mesmo aparecer nas redes sociais, pode cair antes, com a aprovação da segunda denúncia contra ele pela Câmara.

Em 1989 Sarney tinha de 7% de aprovação, o dobro do que tem Michel Temer hoje, 3,4%. A rejeição a Sarney era de 60% no final do mandato. A de Temer, segundo a pesquisa Ipsos, era de 94% em julho. Sarney não apoiou nenhum candidato em 1989. Todos eram de oposição a seu governo, inclusive o do PMDB, Ulysses Guimarães, que também por conta da filiação de Sarney a seu partido, para poder ser vice de Tancredo Neves, amargou um quinto lugar no resultado final, apesar de ter sido o comandante da oposição ao regime militar, e ter sido o Senhor Diretas e o Senhor Constituinte. Temer também não terá candidato. Mesmo que queira, ninguém aceitará receber o beijo da morte de seu patrocínio.

Em 1989, foram 22 os candidatos a presidente. Para 2018, o número dos postulantes tem crescido dia a dia. E como o quadro partidário hoje é muito mais fragmentado, podemos chegar à mesma dispersão de candidaturas. Já temos a candidatura de Lula, o preferido em todas as pesquisas, mas condicionada ao trâmite dos processos que ele enfrenta na Justiça, com o objetivo claro de inabilitá-lo para a disputa. E ainda as de Bolsonaro (PSC), Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (ou Dória, pelo PSDB), Alvaro Dias (Podemos) e Chico Alencar (PSOL). O DEM garante que terá candidato próprio. E haverá, é claro, uma constelação de candidatos de pequenas sigas, o que tornará o horário eleitoral insuportável.

Se Temer não cair antes, será a Geni de todos eles. Lula não o tem poupado. Álvaro Dias subiu o tom, agora chama Temer de chefe de quadrilha. Marina também está corrigindo seu discurso equivocado. Alckmin e Dória, por conta do apoio do PSDB ao governo e da parceria com o PMDB no golpe, estão sendo indulgentes com Temer, e quando perceberem o erro que estão cometendo, pode ser tarde. Mas com certeza, acabarão direcionando o cano da espingarda para o ocupante do Planalto. Isso se ele ainda estiver na cadeira em 2018.

Pois crescem a olhos vistos as possibilidades de acolhimento desta segunda denúncia, apesar da cantilena dos governistas de que irão enterrá-la sem dificuldades e do começo da queima de emendas parlamentares e outros recursos para atender ao apetite dos aliados. Temer agora está com o arsenal fiscal esgotado, com a base dividida, com Rodrigo Maia ressentido e com os militares ameaçando com uma intervenção caso a crise não seja resolvida pelos poderes constituídos. A crise é sua permanência no Planalto.
 
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Apesar do cerco, Lula lidera para 2018

Blog do Altamiro Borges

Apesar do cerco, Lula lidera para 2018

Por Ricardo Kotscho, em seu blog:

No mesmo dia em que Lula foi novamente denunciado na Justiça e se tornou réu pela sétima vez, agora em inquérito da Operação Zelotes, nova pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em parceria com o instituto MDA, mostra que o ex-presidente continua liderando com folga a corrida para as eleições de 2018.

Lula não só venceria em todos os cenários possíveis de primeiro e segundo turno, como cresceu quase quatro pontos na pesquisa de intenção de voto espontânea, passando de 16,6%, em fevereiro, para 20,2% agora.

Neste período, o ex-presidente, foi condenado em primeira instância a nove anos e meio de prisão, no caso do triplex do Guarujá, prestou depoimento em outro processo ao juiz Sergio Moro e fez uma caravana de três semanas viajando de ônibus por todos os estados do Nordeste.

A pesquisa revela também que a candidatura do ex-capitão do Exército Jair Bolsonaro, deputado federal pelo Rio, cresceu de 6,5% para 10,9%, e consolidou-se como principal opositor de Lula, bem à frente dos demais concorrentes.

Em terceiro lugar na espontânea, aparece pela primeira vez o nome do tucano João Doria, prefeito de São Paulo, com 2,4% (tinha 0,3% em fevereiro).

Nos três cenários da pesquisa estimulada para o primeiro turno, Lula fica acima dos 30%:

Cenário 1: Lula 32,4%, Bolsonaro 19,8%, Marina Silva 12,1%, Ciro Gomes 5,3% e Aécio Neves 3,2%. Brancos, nulos e indecisos: 27,2%.

Cenário 2: Lula 32,0%, Bolsonaro 19,4%, Marina 11,4%, Geraldo Alckmin 8,7% e Ciro Gomes 4,6%. Brancos, nulos e indecisos: 23,4%.

Cenário 3: Lula 32,7%. Bolsonaro 18,4%, Marina 12,0%, João Doria 9,4% e Ciro Gomes 5,2%. Brancos, nulos e indecisos: 22,3%.

No segundo turno, Lula venceria Bolsonaro por 40,5% a 28,5%; Marina por 39,8% a 25,8% e Doria por 41,6% a 25,2%.

Se Lula for mesmo impedido pela Justiça de ser candidato, o que é considerado cada vez mais provável, Jair Bolsonaro bateria todos os demais concorrentes e só perderia por pequena margem para Marina Silva, que ainda não decidiu sua candidatura: 29,2% a 27,9%.

Claro que faltando pouco mais de um ano para a eleição, com o quadro de candidatos ainda indefinido, esta pesquisa é apenas um indicador do momento e pode mudar radicalmente com o início da campanha oficial no rádio e na TV, como já aconteceu em outras disputas presidenciais.

Chama a atenção, no entanto, a resiliência da candidatura do ex-presidente Lula, alvo constante de denúncias na Justiça, agora também da delação do ex-ministro Antonio Palocci, e de manchetes negativas na imprensa.

Para efeito de comparação, aguarda-se agora a divulgação de novas pesquisas pelos dois principais institutos, o Datafolha e o Ibope, que mantêm obsequioso silêncio.

Vida que segue.
 
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A sombra do bigode de Hitler

Blog do Miro Borges

A sombra do bigode de Hitler

Por João Paulo Cunha, no jornal Brasil de Fato:

O Brasil caminha para o fascismo. Até pouco tempo atrás, o conservadorismo, a direita e os reacionários se movimentavam na arena política, mas valia uma certa segurança em relação à maturidade da democracia. Tudo parecia conduzir para um confronto a ser vivido publicamente no debate de ideias e nas disputas políticas, institucionais e no coração da sociedade. Hoje, desfeito o cenário otimista, não faltam nem mesmo as figuras patéticas da ultradireita, cujos nomes não merecem sequer ser citados.

A construção do caldo fascista pode ser percebida por ações políticas, culturais, administrativas e ideológicas. Como é próprio do fascismo, são atitudes que radicalizam o pensamento de direita, na defesa de doutrinas e movimentos ao mesmo tempo antiliberais e anti-igualitários. Se a direita é o gênero, o fascismo é a espécie. Essa distinção é importante para não permitir que sob a capa de certo liberalismo tolerante com o horror, se validem ações que inviabilizem a democracia. A direita, do ponto de vista da esquerda, é adversária. O fascismo, sob qualquer medida civilizada, é sempre inimigo.

Por isso é importante estar atento aos sinais que brotam dos mais diferentes campos. Uma das artimanhas mais perigosas é considerar como naturais ações que ocorrem no cotidiano da sociedade, como se fossem experiências que brotam espontaneamente da consciência de pessoas e grupos e por essa razão merecessem sempre consideração. Com o pretexto de expressar visões de mundo particulares, pode-se chegar a vedar inclusive a abertura que permitiu que se constituísse uma sociedade diversa. Os fascistas usam a liberdade de defender suas ideias para exterminar a ideia de liberdade.

É o que estamos acompanhando com a sequência cada vez mais intensa de censura no campo artístico, encaminhada por grupos com interesses políticos reacionários, como o MBL. Fechamento de exposições, retirada de obras de mostras, cancelamento de apresentações teatrais por censura religiosa e criminalização de expressões artísticas populares. A passagem aparentemente fluida do estético para o político se revela um jogo perigoso de cerceamento da liberdade em todas as instâncias da sociedade.

Essa operação pode também ser considerada como um exemplo do que se chama de moralismo, com a substituição dos juízos universais, expressos na lei, pela pressão em torno de valores particulares. São moralistas e, no limite, fascistas, ações que se dirigem para impedir a autonomia do professor no ato de ensinar e a retirada de conteúdos críticos dos currículos, como propõe a escola sem partido.

Vai no mesmo caminho a retomada do projeto da “cura gay”, defendido por setores ligados à bancada evangélica, que tenta pressionar entidades de classe. Proposta que sempre se articula em momentos de relativa regressão social, tem como base não apenas uma visão ultrapassada de ciência e ética profissional, como a tentativa de medicalizar o sujeito, instrumentalizar a repressão e classificar os desejos.

E, ainda, a interrupção dos programas voltados para usuários de drogas estruturados a partir da busca de alternativas e criação de oportunidades. Em nome do higienismo que “limpa” territórios para a especulação imobiliária, e das internações compulsórias, a complexa questão das drogas é reduzida à fraqueza moral do indivíduo. Vidas são reduzidas a uma substância. O usuário de crack deixa de ser expressão de nossos equívocos para ser um inconveniente causador de transtornos de classe.

Nos três casos, o moralismo começa desafiando o conhecimento científico para chegar em seguida confrontar a própria noção de humanidade. Alunos são vistos como receptáculos sem crítica, carentes de doutrinação repressora. As pessoas LGBT são encapsuladas numa patologia, contra todos os protocolos internacionais, ficando a mercê da retificação saneadora. Os usuários de drogas ilegais, sem compreensão da ampla cadeia de causas de sua situação, são condenados ao périplo entre cracolândias que deslizam para espaços públicos menos valorizados e o asilamento que desafia sua autonomia.

Os exemplos se sucedem, numa fila interminável. Não se trata de oposição a projetos conservadores e entreguistas, mas de atitudes que rescendem seu caráter francamente fascista e violento. Ora partem do Estado, de forma vertical e sem debate com a cidadania, outras vezes ganham abrigo na própria sociedade, que se sente segura em colocar de fora suas pretensões autoritárias, preconceituosas e excludentes.

Até mesmo o afastamento político das Forças Armadas durante a crise, que foi considerado como argumento para desconstruir a narrativa do golpe, começa a mudar. Agindo de forma conspiratória, os militares começam a colocar de fora suas insígnias autoritárias por meio de declarações de generais estrelados. E, para não deixar dúvidas de que há certa ordem unida na caserna, essa visão se confirma com a recusa de enquadramento dos falastrões por parte das instâncias superiores. Os militares, que já foram a vanguarda do atraso, hoje assumem a retaguarda do golpe.

O “não passarão!” não pode esperar até as eleições. Eles já estão passando.
 
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Base encolhe e Temer vira refém de Maia

Blog do Altamiro

Base encolhe e Temer vira refém de Maia

Por Eduardo Maretti, na Rede Brasil Atual:
Após a decisão do Supremo Tribunal Federal, que na quinta-feira (21), por 10 a 1, decidiu enviar à Câmara dos Deputados a nova denúncia do agora ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Michel Temer, a principal questão desse final de 2017 é se o plenário da Câmara vai autorizar a abertura do processo contra o presidente. Temer corre riscos de cair? Sua base se mantém estável, aumentou ou diminuiu?

Há hoje em Brasília duas correntes sobre o destino da segunda denúncia de Janot na Câmara. Segundo o cientista político Ricardo Caldas, professor da Universidade de Brasília (UnB), a corrente majoritária acredita que a votação será mais fácil para Temer do que a anterior. Em 2 de agosto, os deputados rejeitaram a denúncia por 263 votos a 227. Para essa corrente, os questionamentos sobre a credibilidade das deleções envolvendo a JBS tornaram a denúncia mais frágil.

“Pessoalmente, estou na corrente minoritária. Não aposto em questão de provas. A questão é política. A base de Temer está encolhendo e ele está em rota de colisão com Rodrigo Maia”, avalia Caldas. Para ele, o presidente da Câmara é “a pessoa mais importante nesse momento a acompanhar e é a chave do processo”.

Nos bastidores, Rodrigo Maia (DEM-RJ) estaria sendo incentivado por atores políticos importantes e influentes, de dentro e de fora do governo, no sentido de que ele mesmo deveria ser o presidente e, portanto, estar no comando da atual transição do país. “Nessa segunda visão, à qual eu me filio, a gente já tem um clima de conspiração dentro do próprio governo. Se essa visão minoritária prevalecer, Maia vai começar a minar o presidente Temer. A primeira percepção disso se daria na votação em que se decide a questão”, avalia Caldas.

De acordo com o professor, dependendo de como a relatoria e a votação se organizarem, e como o DEM vai se posicionar, a ameaça a Temer é muito maior do que ele mesmo supõe.

Esta semana, houve um notório recrudescimento na agressividade de Rodrigo Maia em direção ao Palácio do Planalto. O motivo, mais uma vez, foi a disputa por parlamentares que devem desembarcar do PSB e que Temer tem se esforçado para levar ao PMDB sem nenhuma discrição.

Como resposta, o presidente da Câmara não mediu palavras. “Se é assim que eles querem tratar um aliado, eu não sei o que é adversário. Quero que isso fique registrado, para que depois, quando a bancada do Democratas, em alguma votação, tenha uma posição divergente da que o governo espera, que ele entenda que há uma revolta grande na nossa bancada”, disparou Maia. Ele avisou: “Não virou rebelião ainda, mas é uma revolta muito grande”.

“A gente tem que ver se a briga dele com Temer é verdadeira ou é teatro. Mas essa é a única briga que importa nesse momento em Brasília”, diz o professor da UnB. “Cabe a Maia não só liderar o partido, porque ele virou de fato o líder do DEM, mas também aceitar ou não um possível pedido de impeachment contra Temer. Os pedidos estão todos na mão dele, e ele aceita quando quiser. É um xadrez, e qualquer pessoa que disser que a votação está garantida para um lado ou outro está mentindo.”
PSDB

Mas, fora Maia, principal peça no tabuleiro hoje, há ainda outros fatores que podem ser decisivos. Um deles é o PSDB, totalmente dividido: os caciques a favor de manter o apoio a Temer e a base “em plena rebelião na Câmara”, segundo Caldas. Entre os deputados tucanos, a tendência é contra Temer. “Se juntar essa ala do PSDB, mais o DEM, vai ficar difícil o PMDB sozinho sustentar o presidente”, diz o analista.

Para ele, a divisão do PSDB não é um teatro em que as duas posições se sustentam estrategicamente. “Os grupos no PSDB estão muito divididos e os interesses muito à flor da pele.” Os grupos mais antigos, como do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que quer ser presidente, estão pensando em 2018 e não têm interesse em brigar com o PMDB, do qual vão precisar como aliado.

Mas líderes mais jovens, como o prefeito de São Paulo, João Doria, e deputados que o acompanham, pensam que é momento de “uma faxina”. “Para esses, o apoio a Temer está prejudicando inclusive o Alckmin, porque já surgiram denúncias contra o governador e vão surgir outras.” Mas Alckmin está tentando segurar essa ala por sua candidatura à presidência, enquanto o senador José Serra (SP) se mantém pela manutenção da aliança e o senador Tasso Jereissati (CE) é independente e contra, mas é questionado por suas posições baseadas na opinião pessoal. “Isso provoca ressentimentos tanto no pessoal do Aécio, que perdeu espaço, quanto do Alckmin, que não se sente representado”, observa Caldas.

A oposição precisa de 342 votos, número que sabe não possuir. “Ela só teria esses votos se se aliasse com o racha da base governista. Leia-se: PSDB, DEM e até mesmo PMDB, no caso, alguns grupinhos insatisfeitos com a condução do partido, como o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), e outros menos influentes, minoritários no partido”, aponta o cientista político.
De olho em 2018

Para terminar as variáveis, há ainda os interesses eleitorais dos deputados, que estão de olho em 2018 e podem se arriscar a um suicídio político com o apoio a Temer, cuja popularidade é literalmente próxima de zero. “Uma coisa é votar uma vez a favor de Temer, outra é votar o tempo todo. A segunda denúncia não vai ser um passeio como Temer está pensando. Talvez ele não caia, mas o número de votos dele certamente vai cair”, diz Caldas.

Os problemas de Temer não terminariam mesmo se vencer a votação da segunda denúncia. Depois, Rodrigo Maia pode resolver aceitar um pedido de impeachment.

A seu favor, Temer conta com a proximidade do final do ano e da falta de grandes mobilizações populares que seriam decisivas para derrubá-lo. “É difícil começar um movimento social no Brasil de novembro para dezembro, época do Natal”, lembra o professor da UnB.
 
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Barroso quer ser o Chacrinha constitucional?

Barroso quer ser o Chacrinha constitucional?

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

O ministro Luiz Roberto Barroso levará à votação do Supremo Tribunal Federal mais uma jabuticaba, anuncia o Estadão.

Embora não o expresse, ainda, abertamente, Barroso vai tentar fazer passar um dispositivo fantástico para aventureiros e oportunistas de todo tipo, abolindo a exigência de filiação partidária para candidaturas.

Ou seja, o sujeito será seu próprio partido e, claro, teremos os partidos de um homem (ou mulher) só, que deverá satisfações apenas – e se tanto – ao espelho.

Teremos, quem sabe, o Partido do Rico, o Partido da Televisão, o Partido do Pastor e até o PC, o Partido da Celebridade, na medida para o Luciano Huck se apresentar à Presidência da República .

“Vai para o trono ou não vai”?

Partidos, em tese reunião se pessoas sob uma ideia, são nada para gente como Barroso, que põe a vaidade e o pavoneio à frente de qualquer compreensão filosófica, que bastou apenas para “chegar lá” e fazer-se dono do cargo/capital/palco/púlpito e salão que o projeta.

Em lugar de avançar sobre as normas de funcionamento dos partidos, para garantir que sejam organismos coletivos – como foram, na história humana, desde o século 18 – quer permitir que qualquer um se apresente como aquilo que não será, se eleito: apenas si mesmo e não um grupo, com suas posições legitimadas pelo voto, que irá governar.

Não vai passar, é evidente.

Mas dará a Barroso a oportunidade de brilhar como promotor do individualismo puro, herói da luta contra o Leviatã coletivista.

O ministro vai acabar de “muso” do MBL.
 
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REGINALDO ROSSI - Desterro

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

As cenouras, os coelhos e as convicções


Blog do CARLOS-Professor de Geografia

As cenouras, os coelhos e as convicções


Sempre me passaram a ideia que cenoura é o alimento preferido dos coelhos e isso me foi ensinado quando criança. Na adolescência, além da predileção dos coelhos pelas cenouras, fiquei sabendo que cenoura era bom para a vista e eu ficava me perguntando de onde tiraram a afirmação. Foi que de tanto me informarem da tal qualidade das cenouras, eu passei a questionar: de onde você tirou essa ideia? Sempre recebia uma outra pergunta de volta: você já viu algum coelho de óculos?
Durante o curso na universidade (UFS) escutei essa afirmação dezenas de vezes. Claro que os meus colegas estudantes faziam essa afirmação sabendo que era apenas uma brincadeira, mas o que eu sempre achei interessante é que tinha algumas pessoas nas áreas rurais que afirmavam com convicção de como era uma coisa verdadeira, mas era somente convicção e não um fato comprovado.
Claro que a afirmação era uma brincadeira, mas o fato de afirmarem que a cenoura era o alimento predileto dos coelhos era tida como verdadeira e eu sempre contestava. Desde criança sempre visitei várias plantações de cenouras no pé da serra de Itabaiana (do lado do município de Areia Branca) e várias plantações de amendoins (era mais comuns nos povoados Batula, Lagamar e Serra no município de Itabaiana). Os plantadores de amendoins sempre eram os que mais reclamavam das investidas dos coelhos sobre as plantações para se alimentar, mas somente uma vez vi um plantador de cenouras reclamando pelo fato dos coelhos terem se alimentado das cenouras. Tinha o fato que não era somente a invasão nas roças e sim também os coelhos invadiam as casas para se alimentarem dos amendoins quando colocados para secarem. Na realidade os coelhos sempre preferiam os amendoins secos e lembrar que isso é normal já que os coelhos são animais roedores.
Com o decorrer do tempo também passei a afirmar que as cenouras faziam bem para vista e quando alguém questionava ou mesmo olhava com olhar de reprovação, eu rebatia com a seguinte afirmação: já visitei várias criações de coelhos e nunca vi um usando óculos. É verdade, as duas últimas que visitei tinha mais de dois mil coelhos cada uma e não vi nenhum deles usando óculos!
Na realidade, na última criação que visitei, questionei ao funcionário responsável pela alimentação: o impressionante é que os coelhos de tanto comerem cenouras não tem problemas de visão, já que nenhum deles usam óculos! Foi aí que descobrir o mistério. O rapaz respondeu: quem foi que disse que eles não têm problemas de vista? Quase todos têm, o problema é que vendem óculos até para cachorros, mas não fornecem óculos para os coelhos! Não tive como duvidar, costumo ver muitos cachorros usando óculos e realmente o rapaz tinha razão, porque fornecem óculos para os cachorros e não vendem óculos para os coitados dos coelhos? Foi o fim das minhas convicções!

Antônio Carlos Vieira
Licenciatura Plena - Geografia (UFS)
 
 
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Venda da Eletrobras vai gerar novo apagão

Blog do Altamiro Borges

Venda da Eletrobras vai gerar novo apagão

Por Rafael Tatemoto, no jornal Brasil de Fato:

O anúncio feito pelo governo Michel Temer, do PMDB, sobre a intenção de privatizar o sistema Eletrobras, responsável pela geração e transmissão de energia no país, levou uma série de entidades sindicais e movimentos populares a lançarem a campanha “Energia não é mercadoria”, em aliança com parlamentares da oposição.

Para Icaro Barreto, diretor do Sindicato dos Urbanitários no Distrito Federal, que compõe a iniciativa, a possibilidade de privatização trará consequências relacionadas à soberania nacional, ao custo da energia e ao futuro da economia nacional. Haveria ainda, segundo ele, o risco de uma nova crise de abastecimento.

“A curto prazo, a privatização vai trazer de cara o aumento das tarifas, principalmente para os pequenos empresários e também para o consumidor residencial. A médio e longo prazo, vai gerar um problema de desabastecimento sério, parecido com o vivido em 2001 com o apagão. Historicamente, desde que o setor elétrico começou no Brasil, só quem investe na expansão do sistema elétrico brasileiro são as empresas estatais”, diz.

Gilberto Cervinski, integrante da direção nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que também integra a campanha, afirma que não só os preços aumentarão como não terão condições de diminuir, o que pode acontecer se a Eletrobras continuar sob controle estatal.

“As usinas e linhas de transmissão são amortizadas. Se pegar o exemplo de Belo Monte, uma usina nova, quem paga é a população. A Belo Monte tem um valor, no caso, R$ 30 bilhões. Esse valor é distribuído na conta de luz que a população paga ao longo dos próximos 30 anos. Eles querem vender uma coisa do povo para nós continuarmos pagando por mais tempo”, explica.

Como a Eletrobras ainda é responsável pela distribuição de energia em alguns estados do Norte e Nordeste, a entrega à iniciativa privada daria aos controladores acesso ao território da Amazônia, pondera Cervinski.

Ele ainda condena o fato de que o valor de venda da empresa estipulado pelo governo é muito abaixo de seu valor de mercado.

“Eles querem vender por R$ 20 bilhões. Para se ter uma ideia, uma usina, a de Jirau, custou R$ 19 bilhões e tem 3750 megawatts. A Eletrobras tem 47 mil megawatts. É só 8% do que ela vale”, finaliza.

Em primeira viagem ao Norte, Temer 'inaugura' ponte inexistente



Blog Amigos do Presidente Lula

Em primeira viagem ao Norte, Temer 'inaugura' ponte inexistente



O calor de quase 40 graus na região do rio Araguaia, entre as cidades de Ximbioá (TO) e São Geraldo (PA), foi o palco escolhido pelo Temer para anunciar uma ponte que não ficará pronta até o final de sua gestão. Foi a primeira vez dele como chefe do Executivo na Região Norte do País. A visita mudou a rotina de Ximbioá, que tem apenas 11.645 habitantes. As pequenas ruas - muitas sem asfalto - foram tomadas por homens do Exército que mantiveram Temer e sua comitiva blindados de qualquer possível incidente. A  região foi palco da guerrilha do Araguaia, entre o final da década de 1960 até o final de 1974.
Ele foi até lá para prometer a construção de uma ponte entre os dois Estados, pleito antigo e quase uma quimera para a população local. Disse, sem parecer ter conhecimento de que a obra está prevista para começar em janeiro e demorar três anos para ficar pronta, que gostaria de estar no governo em sua inauguração.  “O meu maior desejo seria agilizar com tanta velocidade essas pontes. Eu tenho mais um ano e meio de governo. Gostaria que antes do final do meu governo eu pudesse inaugurá-la. Acho que é difícil, difícil, mas nós temos que agilizá-la com esse propósito”, afirmou no palco que cedeu para a prefeita de Ximbioá, Patricia Evelin (PMDB), e para o governador do Tocantins, Marcelo Miranda, também do PMDB. Miranda, a quem Temer chamou de “amigo”, é investigado e foi obrigado a depor no mês passado no âmbito da Operação Convergência, da Polícia Federal, que apura pagamentos indevidos justamente em obras de infraestrutura no Estado.
Temer  abusou na viagem da analogias entre pontes e a política. “E a ponte é isso, ela tem sempre, traz uma ideia de ligação: a ponte entre pessoas, a ponte entre Estados, a ponte entre bairros, a ideia é sempre de ligação, e eu confesso que estabeleci, meus amigos, muitas pontes no País, entre elas com a qualidade de promover uma pacificação entre os brasileiros.” Depois, concluiu: “E eu quero dizer a vocês que de todas as pontes que eu construí, eu levo daqui, passando depois para o Pará, eu levo a sensação de que a ponte mais importante que eu vou construir é a que liga Xambioá (TO) a São Geraldo do Araguaia (PA). Não tenho dúvida disso.”
Temer  usou a palavra ponte como “fio condutor” de seus dois discursos tanto do lado do Tocantins como do lado do Pará. “A minha convicção é de que construir pontes, é fortalecer, digamos assim, o civismo e fortalecer amizades”, disse. “De modo que, ao cumprimentar a todos, eu quero mais uma vez dizer, que essas coisas elas não nascem espontaneamente. Não é o presidente da República, que diz: 'Olha, eu vou fazer lá uma ponte que liga dois estados'. Isto é fruto de um conjunto. Um conjunto de atividades. São pessoas que se unem, pautados pela sua vida pública.”
Mesmo sem entregar a ponte, ele disse que voltaria a Brasília com a alma incendiada.  “Eu volto com a alma incendiada para continuar a dirigir o País, com o apoio do povo de Tocantins”.



Depoimentos de Palocci sobre Lula têm contradições e mentiras sobre valores e datas

Blog Amigos do Presidente Lula
Os depoimentos do ex-ministro Antonio Palocci sobre as reuniões do ex-presidente Lula com o comando da Odebrecht para supostamente tratar de propina apresentam contradições com relação a valores e datas. As informações são da Folha de S. Paulo.

De acordo com a reportagem, em abril, Palocci afirmou que ouviu de Lula que a Odebrecht lhe repassara a informação de que tinha separado R$ 200 milhões para apoiar o PT, além dos recursos doados na campanha. Isso teria acontecido antes da eleição de 2010.

Já em setembro, Palocci afirmou que Lula teria feito um "pacto de sangue" com a Odebrecht dias antes da posse de Dilma, garantindo R$ 300 milhões para suas atividades políticas e o PT, além de favores pessoais. Isso teria acontecido em dezembro de 2010.

Palocci foi condenado no dia 26 de junho a mais de 12 anos de prisão. Moro concluiu que o ex-ministro ordenou o repasse de US$ 10,2 milhões da Odebrecht ao marqueteiro João Santana por meio de depósitos no exterior.

O pagamento consta na planilha "Italiano", que controlou, segundo a delação dos executivos, desembolsos de R$ 133 milhões (dentro um saldo total de R$ 200 milhões) que a empreiteira fez de 2008 a 2014 

Quando depôs neste processo, em maio, Palocci negou as acusações, mas insinuou o desejo de fazer delação, dizendo-se "à disposição" da Justiça para dar "fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que vão ser certamente do interesse da Lava Jato". Na ocasião, o ex-ministro disse ter omitido alguns nomes "por sensibilidade da informação".

Poucos dias depois do depoimento, o advogado José Batochio, que defendia Palocci e é abertamente contra as delações, deixou o cliente, e o Palocci  passou a negociar um acordo com o MPF (Ministério Público Federal) por meio de outros defensores.

Ao condenar Palocci, Moro não gostou da postura do ex-ministro, afirmando que as indiretas sobre delação "soaram como uma ameaça" a investigados para que o ajudassem a ser solto. O ex-ministro foi preso há quase um ano, em 26 de setembro de 2016, na 35ª fase da Lava Jato. 
 
 
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Janela fechada

Fecha se a janela  do mal  amado

Abra  se o livro da alma do ego
Aberto ao alcance da esperança futura

Fecha se idolatria ao amor
Sem rachaduras , choros ou lamentações
Fecha  se a fugaz alegria
Abra se o tom da vida
Tom da firme  certeza
Fim dos sonhos negativos
Extingue-se  sombra do bem depredado
Armadura para ilusões consolidadas
Abre -s e a janela da vida
Chave para a capacidade de um bem ser.


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